Engraçado... Há uns 13 anos, eu sonhava exatamente com o que estou prestes a realizar agora. Aos 8 anos de idade, vibrando a infância que me era permitida ter, em meio aos afazeres e responsabilidades da casa, eu já pensava em ser jornalista. Enquanto as crianças assistiam aos desenhos animados, minha mãe saía para trabalhar e eu deixava o rádio ligado, para continuar acompanhando, como de costume, o programa do radialista Gilmar Carvalho.
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| Aos 4 ou 5 aninhos! |
Quem visse a cena, certamente diria: essa criança não é normal. Talvez eu não fosse mesmo! No meu mundo, transformava as escovas de cabelo em microfone e passava de repórter a apresentadora num piscar de olhos. Quanta agilidade, meu Deus! E como se não bastassem os treinos diários em casa, descobri, bem depois, que algumas palavras, ditas por um repórter fotográfico quando eu tinha 3 a 4 anos, já sinalizavam que este era o caminho a seguir. Segundo contou minha mãe, esse homem, que até hoje não sabemos o nome, olhou para mim e disse: essa menina ainda vai ser uma grande jornalista! Ele foi generoso demais. Queria tê-lo conhecido, para poder dizer ao menos um "muito obrigada"!
Hoje, vejo que a busca pela realização do "ser jornalista" me deixa lições valiosas. Sonhei, quis e quero tanto ser jornalista que hoje, há aproximadamente seis meses para a conclusão do curso, tenho a certeza de que não há obstáculo que não possa ser ultrapassado. Os muitos anos de estudo para entrar nas universidades, depois esses quase quatro anos de vida acadêmica e, agora, esta nova etapa que se aproxima me revelam não apenas a necessidade do esforço, determinação, mas ratificam ainda que as conquistas, para valerem a pena, precisam mesmo de umas doses de dificuldade, para que possamos valorizá-las plenamente.
A história, obviamente, não acaba aqui... Estou prestes a iniciar o último período da Universidade e outros desafios virão. E é claro que, em todos esses anos, existem muitas outras histórias que, quando tiver um tempo, quem sabe eu possa registrar no blog também... Mas, só pra finalizar o papo de hoje, sabe o que eu realmente me pergunto? Se fui eu quem sonhei ser jornalista ou se foi Deus quem sonhou e está realizando por mim... A Ele, minha eterna gratidão de filha. Vamos em frente!
