quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Esporte: agente transformador numa sociedade corrompida


Não há como fechar os olhos para a realidade do mundo atual. Drogas, roubos, a violência crescente e desmedida configuram uma sociedade carente de valores. Os problemas, que antes eram apenas de alguns, hoje se tornaram uma grande ferida para todos, independente da idade, bairro ou classe social em que estejam. O fato é que muitos de nós, durante anos, achamos que o único que poderia usar drogas ou provocar qualquer tipo de dano à sociedade fosse o filho do vizinho. A mazela estava sempre distante, até o dia em que um caso desses apareceu na família. As pesquisas não negam: nos últimos anos, o número de usuários de drogas tem crescido cada vez mais no Brasil e a violência atinge índices alarmantes. Diante disso, surge a pergunta: o que devemos fazer?

Parece (e é) surreal pensar que a solução para esses problemas está apenas em nossas mãos, porque, de fato, não está. Mas também não adianta sentar em frente à TV e menear a cabeça diante dos fatos. É preciso atitude para mudar e foi exatamente pensando nisso que, em muitas cidades do nosso país, as autoridades encontraram na prática esportiva uma maneira de afastar jovens e crianças da criminalidade. Em 2003, o Ministério dos Esportes desenvolveu o projeto Segundo Tempo, que visa a integração do indivíduo à sociedade através da prática esportiva, com atividades no turno oposto ao horário de aula. O projeto é realizado em escolas do Brasil inteiro e já tem surtido bons efeitos, afinal, a criança passa por uma formação e o esporte é base nesse processo. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a prática esportiva tem sido grande aliada na recuperação de jovens envolvidos com drogas e, em 2009, mais de 118 mil crianças foram atendidas.

Em Sergipe (nosso belo Estado), o esporte também está cumprindo o seu papel. Além do projeto Segundo Tempo, também foi implantado o projeto Vida Alegre que, em pouco mais de um ano de existência, atende cerca de cinco mil crianças, oferecendo escolinhas de iniciação esportiva. Além desses, temos outros muitos exemplos de como o esporte tem sido efetivo para afastar crianças e jovens da criminalidade que nos cerca.

No entanto, embora a prática esportiva esteja crescendo, a marginalidade também avança sem controle. Não há dúvidas do poder transformador do esporte, mas, para que as mudanças aconteçam, precisamos encará-lo dessa forma. Isso, obviamente, não é a uma solução imediata, pois a prática esportiva exige, acima de tudo, paciência. Trata-se de jogar sementes, esperar que elas germinem, cresçam e deem bons frutos. Frutos esses que, por sinal, já estão surgindo.


Lays Millena é estudante de Jornalismo (UNIT) e Letras Português-Espanhol (UFS)
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Foto: Ascom/ SEEL

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