domingo, 17 de agosto de 2014

E o que vale na vida?

A primeira vez que vi um ente querido partir, ainda tinha cinco anos de idade. Minha bisavó, que tanto me amava, ia embora e para mim ela estava apenas dormindo. As crianças têm um jeito maravilhoso de ver, sentir e avaliar situações. Os anos se passaram e eu percebi que ela não voltou para casa. Foi aí que entendi: um dia as pessoas morrem. E passei a ter medo da morte e a me julgar incapaz de suportá-la. Mas os anos se passaram e em 2007 a vida me mostrou que a morte é um momento dificílimo, mas inevitável e que só Deus é capaz de nos consolar. Perdi fisicamente meu primo-irmão e junto boa parte de mim mesma, que jamais consigo recompor. 
Enxergando Deus!
O click é de Marcio Rocha
A saudade e a incompreensão eram tamanhas. Se não fosse a noção de imortalidade da alma, eu não estaria suportando essa saudade. Foi aí que me dei conta de que a morte não precisa do nosso medo e sim da nossa compreensão, do nosso equilíbrio. Em 2010, quando meu avô (pai) precisou partir, a tristeza se aproximou novamente, mas eu já sabia que, para os que se amam, não há morte. Há sim uma breve separação, pois os verdadeiros laços continuam firmes.

A nossa existência é, de fato, cheia de surpresas. Enquanto pessoas vão, outras vêm e assim segue o ciclo da vida. E às vezes esse ciclo é curto para alguns, longo para outros, mas não importa: o ciclo acontece. Por isso, fico pensando: o que vale mesmo na nossa vida? Agora, estamos aqui. Daqui a pouco, talvez não. E o que vale na vida? O que fazemos de (genuinamente) bom para nós e para os outros. Vale o simples, o amor, o bem viver. Vale viver, vale, como disse Renato, "amar as pessoas como se não houvesse amanhã"...

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Finalmente, é hora de realizar mais um sonho!

Engraçado... Há uns 13 anos, eu sonhava exatamente com o que estou prestes a realizar agora. Aos 8 anos de idade, vibrando a infância que me era permitida ter, em meio aos afazeres e responsabilidades da casa, eu já pensava em ser jornalista. Enquanto as crianças assistiam aos desenhos animados, minha mãe saía para trabalhar e eu deixava o rádio ligado, para continuar acompanhando, como de costume, o programa do radialista Gilmar Carvalho. 

Aos 4 ou 5 aninhos! 
Quem visse a cena, certamente diria: essa criança não é normal. Talvez eu não fosse mesmo! No meu mundo, transformava as escovas de cabelo em microfone e passava de repórter a apresentadora num piscar de olhos. Quanta agilidade, meu Deus! E como se não bastassem os treinos diários em casa, descobri, bem depois, que algumas palavras, ditas por um repórter fotográfico quando eu tinha 3 a 4 anos, já sinalizavam que este era o caminho a seguir. Segundo contou minha mãe, esse homem, que até hoje não sabemos o nome, olhou para mim e disse: essa menina ainda vai ser uma grande jornalista! Ele foi generoso demais. Queria tê-lo conhecido, para poder dizer ao menos um "muito obrigada"! 

Hoje, vejo que a busca pela realização do "ser jornalista" me deixa lições valiosas. Sonhei, quis e quero tanto ser jornalista que hoje, há aproximadamente seis meses para a conclusão do curso, tenho a certeza de que não há obstáculo que não possa ser ultrapassado. Os muitos anos de estudo para entrar nas universidades, depois esses quase quatro anos de vida acadêmica e, agora, esta nova etapa que se aproxima me revelam não apenas a necessidade do esforço, determinação, mas ratificam ainda que as conquistas, para valerem a pena, precisam mesmo de umas doses de dificuldade, para que possamos valorizá-las plenamente.

A história, obviamente, não acaba aqui... Estou prestes a iniciar o último período da Universidade e outros desafios virão. E é claro que, em todos esses anos, existem muitas outras histórias que, quando tiver um tempo, quem sabe eu possa registrar no blog também... Mas, só pra finalizar o papo de hoje, sabe o que eu realmente me pergunto? Se fui eu quem sonhei ser jornalista ou se foi Deus quem sonhou e está realizando por mim... A Ele, minha eterna gratidão de filha. Vamos em frente!


sábado, 21 de junho de 2014

A bola, a cesta e a lição

Não lembro bem que ano foi aquele, mas acredito que eu estava cursando a 7ª série, hoje 8º ano do Ensino Fundamental no Colégio Salesiano. As aulas de Educação Física sempre foram, para mim, um tormento. Além das pernas finas (à época, mais finas do que são hoje) que teriam de ficar à mostra por causa do short, minha falta de habilidade com a prática esportiva era latente. Não tinha jeito. Por mais que eu tentasse, eu tinha medo da bola, da rede, das cestas. 

A professora Cida, depois de, sem sucesso, insistir para que eu participasse das aulas, decidiu me compreender. Em um dia de aula, tamanho foi meu alívio. “Você é das letras, pode ficar na arquibancada”. Sorri, feliz da vida. Ao menos naquele ano, estaria livre das aulas. Embora com nota reduzida, não ganharia faltas, desde que estivesse lá no horário. Trato feito.

Passou. Passei de ano, sem reprovar em Educação Física, o que seria uma tremenda vergonha. Não que eu esteja desmerecendo a matéria. Não é isso. Mas a magrela, que passava na “bruxa” Matemática, reprovaria em Educação Física? Era preguiça? Não, não era. Era vergonha pelo meu físico pouco atraente e completa inabilidade. Nada mais!

No ano seguinte, o professor Jorge passou a ser o responsável pela matéria. Lá iria eu, de novo, travar uma negociação com o professor, na tentativa de, assim como antes, me livrar das aulas. Sem sucesso. Professor Jorge disse que eu teria que fazer a aula, sim senhora! Como tive raiva! Mentalmente o xinguei muito, mas hoje, o agradeço, pois tive a oportunidade de retirar uma grande lição daquelas aulas. Vejam só…

Em uma manhã, era o dia de a turma treinar basquete. Para mim, não fazia tanta diferença. Não gostava nem de vôlei, nem de handebol, muito menos futsal. Com o basquete não era diferente. Naquela aula, o professor Jorge preparou o circuito e formou uma fila com os alunos. Após o alongamento, teríamos que tentar acertar a bola na cesta. Olhei para cima. “Como é alta! Não vou acertar nunca!”, pensei comigo. Lembrei das aulas com meu primo-irmão Arthur. Ele sabia da minha aversão à prática esportiva e me disse: “No basquete, tente jogar a bola no quadrado. É quase certo você fazer a cesta. Não é difícil, Lays.”. Era difícil sim, Arthur. E como era. Mas me lembrei do conselho dele. Não tinha outra alternativa a não ser, ao menos, tentar.

A fila andava. Meus colegas, em sua maioria, acertavam a bola na cesta. Quanto mais minha vez se aproximava, mais eu ia para o final da fila. O “Pode passar” funcionava, a não ser que eu encontrasse um(a) colega tão tímido(a) quanto eu. Mas depois de adiar o quanto pude, chegou a minha vez. Baixinha, magricela, com a bola na mão. Me posicionei, conforme orientou o professor. Lembrei das dicas de Arthur. O professor apitou. “Vai, Lays!”. Nada. Faltava coragem. “Vaaaaiiiii, Lays!”. Fui. Joguei a bola e ela caiu na cesta, certinho. “Acertei, professor!”. Vibrei! A bola caiu no chão e eu fiquei parada, observando. Tomei um susto, depois, com o grito do professor: “Vai, Lays! Dê a bola para o colega!”. Rsrsrsrsrsrsr Passei a bola e fui novamente para o final da fila. Tentei outras vezes, errei. 

Mas quando resolvi, decididamente, tentar da primeira vez, consegui. Percebi que o medo é o nosso grande adversário. Como temos medo na vida, não é verdade? E esse medo, muitas vezes (ou na maioria delas) é o nosso maior inimigo. É o medo, a vergonha que nos faz pensar que não podemos, que não iremos conseguir. Depois daquele dia, eu continuei achando péssima a ideia de participar das aulas de Educação Física, mas concluí que poderia vencer qualquer obstáculo na vida. Bastava querer.
E tentar!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Refletindo...


Silenciar. Pôr filtros nos ouvidos. Desligar os celulares, desconectar, ouvir música bem alto sem se preocupar com nada. Cultivar o autocontrole. Energizar positivamente a mente. 
Construir em torno de minha vida, quando for oportuno, uma grande muralha, onde apenas uma porta dará acesso para que entre o que e quem eu desejar. 
Por vezes, fechar os olhos e, ao invés de olhar o mundo lá fora, olhar meu mundo, aqui dentro, e perceber que o tenho o controle. Enfim, a descoberta: Um Ser, maior que tudo e todos, me deu um grande poder: o livre-arbítrio. E é através dele que eu posso ser feliz!

(Aracaju, em uma noite de reflexão, 2014...) 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Médiuns realizam palestras e sessões de psicografia em Aracaju

Os respeitados médiuns Rogério Leite e Marli Mansini estão de volta a Aracaju. O casal, que chega hoje em Sergipe, ficará em Aracaju até o próximo domingo, dia 01/9. A última visita dos médiuns foi no mês de abril, onde, nas sessões de psicografia, várias famílias receberam a conhecida “Carta Consoladora”, assim chamada pelo médium Chico Xavier, por trazer mensagens psicografadas de entes queridos falecidos. Dessa vez, os médiuns farão palestras e duas sessões de psicografia.

Agenda

FOTO: Lays Millena
Hoje (29), Rogério Leite e Marli Mansini estão no Grupo Espírita Irmão Fêgo, que fica na rua vereador João Claro, 261, bairro Siqueira Campos. A partir das 19h, os médiuns farão um encontro com famílias, especialmente com as mães, para esclarecer dúvidas sobre diversos temas, entre eles a psicografia.

Amanhã, sexta-feira (30), será realizada a primeira sessão de psicografia, no Grupo Espírita Trabalhadores do Bem, situado à rua Ribeirópolis, 547, bairro Cirurgia. A partir das 07h da manhã, serão distribuídas as senhas e também um papel, onde são solicitadas informações básicas: nome do ente querido, data de nascimento e de falecimento. A partir das 08h, começa o atendimento fraterno, onde os solicitantes farão um breve contato com os médiuns. Recomenda-se chegar cedo ao local, porque o número de senhas é limitado e o atendimento segue até às 11h. Às 15h, as cartas começam a ser psicografadas publicamente e, nesse momento, a presença do solicitante é indispensável, pois, assim que são escritas, é realizada a leitura pública.
FOTO: Lays Millena

No sábado (31), os médiuns farão o mesmo encontro com as famílias, mas desta vez no Grupo Espírita Trabalhadores do Bem (endereço acima), a partir das 19h. Já no domingo (01), será realizada a última sessão de psicografia, agora no Grupo Espírita Irmão Fêgo, com os mesmos horários e procedimentos citados anteriormente.

O médium Rogério Leite sempre faz questão de ressaltar que o objetivo das sessões de psicografia não é mudar a religião de ninguém. “São sessões ecumênicas, onde o único objetivo é levar conforto aos corações saudosos”, destaca. Na agenda do casal, já está marcada a próxima visita a Aracaju: entre os dias 10 e 12 de outubro, eles voltarão para lançar o livro “Irmã Elizabeth da Trindade, a fé que se fez obras” e também realizar outra sessão de psicografia. Para mais informações, ligue para Weldison Sá (presidente do Grupo Espírita Trabalhadores do Bem), no número (79) 8824-1058.


quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Mais uma vez, a saudade apertou!


Saudade de você... e que saudade! É claro que sinto todos os dias, mas em alguns momentos ela aperta de um jeito, Arthur! Sei que não é diferente com você e vô Inácio. Sei que a linha que nos separa é muito tênue e os véus da saudade, que surgiram após a separação terrena, são os mesmos que nos aproximam diariamente. Muitas coisas mudaram, mas nem tanto. Ainda posso conversar com você, posso ouvir músicas que nos divertiam, posso lembrar de tudo como se fosse ontem. A grande diferença é que não consigo mais olhar nos seus olhos, ver aquele sorriso largo, receber o abraço engraçado que você dava em mim e tia Telma...

Falta o físico, a matéria. Mas sempre estará aqui, dentro de mim, o amor genuíno, puro, totalmente sem mácula. Esse amor desprovido de interesses, o amor de irmão, de amigo, que Jesus tanto pediu que cultivássemos e que, através de você, pude e posso viver. Continue seguindo sua missão com vô Inácio, que eu vou seguir a minha por aqui... Mais uma vez, muito obrigada por tudo! Sei que você e voinho estão por perto... Nós te amamos!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Para refletir...

FOTO: Adilson Andrade

Tenho um carinho especial por São Cristóvão. Não nasci na quarta cidade mais antiga do Brasil, mas morei lá desde as primeiras horas de vida até os 18 anos. Acompanhei alguns avanços e retrocessos, pilantragens, boas ações e outros aspectos que fazem parte de uma administração. Testemunhei a euforia da população com o ex-prefeito Alex Rocha, considerado, há quatro anos, a grande solução para as mazelas do município sofrido. Que nada! A decepção foi muito maior que o voto de confiança. Alex, que é uma pessoa excelente, não aproveitou a chance que tinha nas mãos e trouxe ainda mais problemas para São Cristóvão. 

O desgaste foi tanto que ele mesmo percebeu que não havia mínimas condições de disputar a reeleição. Lamentável. Agora, a cidade inicia um novo ciclo. Aliás, nem tão novo assim. A prefeita Rivanda Farias é a atual administradora, mas o esposo dela, Armando Batalha, já foi prefeito da cidade e todos sabem que ele era o candidato no lugar dela até menos de 24 horas para a realização do pleito. Rivanda tomou posse, mas a população sabe que Armando estará sempre na sombra dela, tomando decisões e atuando de forma enérgica. Torço para que, desta vez, dê certo. 

A primeira mulher a administrar o município não pode decepcionar os sãocristovenses. Espero que trabalhem com garra e compromisso. Espero que não arrasem os cofres do município, mas que utilizem as verbas para dignificar esta cidade, que vem sendo tão maltratada ao longo dos últimos anos. A esperança se renova. São Cristóvão não pode mais esperar. Rivanda e, por tabela, Armando, têm o voto de confiança do povo. A decisão é deles. Fazer um bom trabalho ou repetir a canalhice que se instalou na cidade centenária? Eis a questão...

domingo, 15 de abril de 2012

Uma experiência inesquecível...


Cerca de 300 pessoas foram ao Grupo Trabalhadores do Bem
Uma das coisas mais certas que ouvi até hoje é que sempre haverá uma “primeira vez” para tudo na vida. Quem não se lembra do primeiro beijo, da primeira bicicleta ou, em tempos modernos, do primeiro smartphone? Em cada fase, carregamos experiências diversas, umas menos importantes que outras, mas todas elas com um significado especial. Após algum tempo sem postar nada no blog, trago a você, amigo leitor, uma experiência inesquecível vivida por mim na quinta-feira, 12/4. Antes de continuar a leitura, peço que, se possível, deixe de lado qualquer preconceito religioso e tente absorver a beleza e aprendizado da mensagem.
Tudo começou na manhã da quinta, por volta das 11h30, quando vi, em uma postagem no facebook, que os médiuns Rogério Leite e Marli Mansini (esposa dele) estariam no Grupo Trabalhadores do Bem para realizar uma sessão de psicografia. Impulsionada pela curiosidade e esperança, fui o mais depressa possível para o local, mas todas as senhas já tinham sido esgotadas. As senhas servem para que as pessoas tenham uma breve entrevista com os médiuns, onde se perguntam o nome dos entes queridos falecidos, a data em que morreram e a causa da morte. É algo rápido, sem muitos detalhes. Bom, depois de me conformar com o meu atraso, fiquei aguardando o tão esperado momento da psicografia. As pessoas não paravam de chegar. Pelas contas, cerca de 300 pessoas estavam presentes quando a sessão começou. Rogério e Marli passaram muito tempo em uma sala, se preparando para a sessão, que começou às 16h.

Coração na mão. Em cada rosto, a esperança de receber uma carta consoladora de alguém amado. Durante cerca de uma hora e meia, os médiuns psicografaram várias cartas. Marli foi a primeira a ler os relatos. E é exatamente nesse momento que todos deixam de lado qualquer preconceito religioso e enxergam um novo horizonte, cheio de alegria e paz. A médium lia as cartas e detalhes minuciosos arrepiavam todos. Imagine alguém, que você nunca viu na vida, ler uma carta com nomes de seus parentes, histórias pessoais e coisas que só você sabe. É exatamente assim que acontece. Enquanto Marli fazia as leituras, cada mãe, tia, pai, avó se levantava e, ao final, ia à frente pegar a carta. Em um relato, lembro que um rapaz falou, inclusive, que a maior vontade dele era ligar para o telefone (79) xxxx-xxxx, cujo número não me recordo agora, mas confirmado pela família. Continuando o relato, o homem dizia que, na impossibilidade de ligar, “se contentava com a tinta da caneta”. Todos ficaram boquiabertos. Para não deixar dúvidas pairando no ar, a assinatura presente no texto era exatamente IGUAL à do(a) falecido(a). Logo depois, Rogério leu as mensagens que conseguiu psicografar e a emoção se repetiu. Segurar as lágrimas? Duvido que alguém tenha conseguido. Ao final, foi realizada uma prece de agradecimento a Deus por aquelas horas tão gratificantes. Marli anunciou que ela e o marido já receberam convite para retornar a Aracaju em agosto. A espera será um tanto longa, mas a alegria de tê-los aqui é infinitamente maior.

Amigo(a) leitor(a), sei que o texto já está grande, mas palavras não são suficientes para descrever a emoção que senti naquele dia. As pessoas têm um preconceito enorme com o espiritismo, mas não podemos negar as coisas boas que essa comunidade proporciona. A fraternidade espírita é latente. O amor, carinho e cuidado são características próprias desses grupos que, diferente de muitos, acreditam que a nossa vida na Terra é passageira, porque, na realidade, tudo ganha sentido quando retornamos ao plano espiritual. Naquele dia, deixei de lado a aula que tinha na universidade e, se tivesse oportunidade, faria tudo outra vez. A felicidade dos irmãos também é nossa e ver a alegria estampada nos rostos mexeu muito comigo. Como a própria Marli disse, devemos lembrar o exemplo de Maria, mãe de Jesus, que doou o próprio filho e também sentiu a dor de vê-lo morrer. Sigamos também o exemplo dessa grande mulher, no que se refere ao respeito e amor ao próximo. Deus nos ama e cuida de nós em todos os momentos. Façamos isso também com os nossos irmãos!
Compare as assinaturas da carta com a do documento. Grande semelhança.
Foto extraída do site Cartas Consoladoras, postada pela mãe do garoto.

*Se quiser conhecer melhor o trabalho dos médiuns Rogério H. Leite e Marli Mansini, acesse o site 
http://cartaconsoladora.com.br/

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Esporte: agente transformador numa sociedade corrompida


Não há como fechar os olhos para a realidade do mundo atual. Drogas, roubos, a violência crescente e desmedida configuram uma sociedade carente de valores. Os problemas, que antes eram apenas de alguns, hoje se tornaram uma grande ferida para todos, independente da idade, bairro ou classe social em que estejam. O fato é que muitos de nós, durante anos, achamos que o único que poderia usar drogas ou provocar qualquer tipo de dano à sociedade fosse o filho do vizinho. A mazela estava sempre distante, até o dia em que um caso desses apareceu na família. As pesquisas não negam: nos últimos anos, o número de usuários de drogas tem crescido cada vez mais no Brasil e a violência atinge índices alarmantes. Diante disso, surge a pergunta: o que devemos fazer?

Parece (e é) surreal pensar que a solução para esses problemas está apenas em nossas mãos, porque, de fato, não está. Mas também não adianta sentar em frente à TV e menear a cabeça diante dos fatos. É preciso atitude para mudar e foi exatamente pensando nisso que, em muitas cidades do nosso país, as autoridades encontraram na prática esportiva uma maneira de afastar jovens e crianças da criminalidade. Em 2003, o Ministério dos Esportes desenvolveu o projeto Segundo Tempo, que visa a integração do indivíduo à sociedade através da prática esportiva, com atividades no turno oposto ao horário de aula. O projeto é realizado em escolas do Brasil inteiro e já tem surtido bons efeitos, afinal, a criança passa por uma formação e o esporte é base nesse processo. No Mato Grosso do Sul, por exemplo, a prática esportiva tem sido grande aliada na recuperação de jovens envolvidos com drogas e, em 2009, mais de 118 mil crianças foram atendidas.

Em Sergipe (nosso belo Estado), o esporte também está cumprindo o seu papel. Além do projeto Segundo Tempo, também foi implantado o projeto Vida Alegre que, em pouco mais de um ano de existência, atende cerca de cinco mil crianças, oferecendo escolinhas de iniciação esportiva. Além desses, temos outros muitos exemplos de como o esporte tem sido efetivo para afastar crianças e jovens da criminalidade que nos cerca.

No entanto, embora a prática esportiva esteja crescendo, a marginalidade também avança sem controle. Não há dúvidas do poder transformador do esporte, mas, para que as mudanças aconteçam, precisamos encará-lo dessa forma. Isso, obviamente, não é a uma solução imediata, pois a prática esportiva exige, acima de tudo, paciência. Trata-se de jogar sementes, esperar que elas germinem, cresçam e deem bons frutos. Frutos esses que, por sinal, já estão surgindo.


Lays Millena é estudante de Jornalismo (UNIT) e Letras Português-Espanhol (UFS)
.

Foto: Ascom/ SEEL

quarta-feira, 6 de julho de 2011

O apelo de uma cidade que sofre

De São Cristóvão a todos que acompanham e/ou contribuem com o descaso que me persegue.

Primeiramente, gostaria de me apresentar aos senhores. Todos me conhecem como a “quarta cidade mais antiga do país”. Fui a primeira capital sergipana, fundada por Cristóvão de Barros no dia 1° de janeiro de 1590. Em 1637, fui invadida pelos holandeses e fiquei, praticamente, destruída. Em meados do século XVIII, fui reconstruída e, em 08 de julho de 1820, com o decreto de D. João VI, Sergipe emancipou-se da Bahia e eu me tornei a capital. Anos depois, criou-se um movimento, com o objetivo de transferir a capital para outra cidade que tivesse um porto capaz de receber embarcações de grande porte, para facilitar o escoamento da produção açucareira. Foi então que, em 17 de março de 1855, Aracaju tornou-se a capital sergipana e eu perdi meu nobre título. No entanto, em agosto do ano passado, ganhei outro título importantíssimo. A Praça São Francisco agora é Patrimônio Histórico da Humanidade e não param de chegar turistas para me visitar todos os dias. Fico até tímida com os olhares admirados e flashes que registram, modéstia à parte, toda a beleza histórica e cultural que tenho.

Sem mais, vou direto ao ponto: estou sendo enganada há muitos anos. Pode parecer um tanto óbvia essa minha afirmação, mas faço questão de fazê-la. Os que me conhecem, sabem o quanto venho sofrendo com os gestores que tentam me administrar. Começo por Armando Batalha, que assumiu a prefeitura e não fez tanto quanto poderia. Depois veio Zezinho da Everest, o José Correia Santos Neto, que teve uma gestão muito turbulenta. Zezinho foi vítima de leptospirose e faleceu antes mesmo de cumprir seu mandato. É uma história muito triste, a qual prefiro nem lembrar. Nessa época, o prefeito interino era o Alexsander Andrade, o conhecido Alex Rocha, meu atual gestor. Ou melhor, Alex foi um dos que assumiram a prefeitura, pois não posso esquecer que Carlos Umbaubá também me comandou durante alguns meses.

Enfim, como disse anteriormente, Alex Rocha é o meu atual prefeito. Lembro-me do período de campanha. As pessoas acreditavam que ele seria o único responsável pelo meu avanço. A população estava decepcionada com a falta de respeito e apostou em Alex, o novo, aquele que poderia mudar toda aquela situação. Quanta utopia! Quanto arrependimento! Após três anos de gestão, eu realmente mudei, mas para pior. Ouço reclamações diárias de tudo que há de errado por aqui. Tem gente reclamando da saúde, dos postos que não funcionam e até do hospital que, diga-se de passagem, não existe. Sobre mim, cai o pranto de muitas famílias vítimas da violência que me invade dia após dia, tornando-me uma das cidades mais violentas desse Estado. Minhas ruas estão esburacadas. A poeira das obras inacabadas deixa-me ainda mais velha. Confesso: estou farta de tantos problemas.

E agora, vejam só! Estão me maquiando para o próximo dia 08 de julho. Neste dia, todos estarão comemorando os 191 anos da emancipação sergipana. Também será entregue oficialmente o diploma de título de Patrimônio Cultural da Humanidade. Até Ana de Hollanda, ministra da Cultura, disse que estará presente. Para a solenidade, já estão montando, na Praça São Francisco, uma bela estrutura. Os meus buracos estão sendo tapados com um asfalto que, possivelmente, daqui a mais um mês, terá de ser trocado novamente. As calçadas já foram pintadas e a grama foi aparada. Claro! Acham que a ministra e todos os demais convidados poderiam conhecer minha triste realidade? Não. Está sendo difícil cobrir as mazelas do descaso, mas nada que uma boa cal e alguns retoques não resolvam.

Na verdade, o que eu queria mesmo era não precisar me maquiar tanto para eventos como esses. Eu queria ser bem cuidada, bem administrada. Queria ver minha gente feliz e cheia de orgulho por morar em mim. Infelizmente, não é isso que vejo, mas carrego esse sonho comigo. Por isso, caros leitores, peço a ajuda de todos vocês nessa luta. Não sei mais a quem pedir. Não sei qual autoridade será capaz de fazer algo por mim. Mas peço ao meu povo que não desistam dessa menina. É! Menina mesmo! Não me abandonem, não deixem que escondam os erros e a podridão acumulada durante tantos anos.
Não preciso de maquiagem e muito menos de homenagens. Preciso de mudança e mudança de verdade.
Aqui termino o meu pedido. E se pedir não for suficiente, considerem estas palavras como o apelo de uma cidade que está CANSADA DE SOFRER.

Grata,
São Cristóvão, berço de Sergipe.

Lays Millena
Estudante de Jornalismo na Unit e Letras Português-Espanhol na UFS.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Ah! Se eu pudesse...


Ah!Se eu pudesse controlar o tempo...
Prolongaria momentos
Tão bons e prazerosos
Como a beleza de um luar.

Relembraria a minha infância
Traria à minha lembrança
Os brinquedos e a inocência
De alguém que sabia viver.

E os meus erros, concertaria
alguns, novamente os cometeria.
Talvez perdoasse mais,
talvez me enganasse menos.

Ah!Se eu pudesse desenhar o mundo
as pessoas seriam anjos
sempre dispostos a ajudar.

O nosso planeta,
teria forma de coração
não haveria poluição
nem crianças sem um lar

O barulho da chuva seria canção
e todos dentro desse coração
amariam sem cessar

Ah!Se eu pudesse ser mais humano...
Controlaria,desenharia,viveria
em um mundo melhor.
E o respeito faria parte da constituição brasileira
Onde o amor seria lei;
Felicidade, um ideal
E enfim saberíamos o que é viver

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Um futuro difícil


Não sou a rainha da informática,longe disso;na realidade, sou uma tragédia. Meu filho quis me dar um IPod, e quando foi me mostrar o quanto é fácil lidar com essa estranha coisa, aos primeiros sete minutos de aprendizado agradeci e recusei.Não dá; um IPod, que é manejado com a maior perícia por uma criança de 6 anos,é demais para minha frágil cabeça. Escrevo num computador-o mínimo possível- porque aprendi na marra, e que ninguém tente me ensinar como escanear uma foto ou coisas do gênero. Computador para mim é para mandar e receber textos e e-mails, e estamos conversados. IPod? Nem morta.E tem mais:mandei desativar a caixa postal do meu celular.Se alguém me ligar e ele estiver na bolsa, o que aliás é raro, eu atendo. Celular para mim é um telefone comum, daqueles bem de antigamente,que recebe e faz chamadas(para eu não ter que ir a um orelhão), e está mais que bom. E nem me fale dos que tiram fotos, mandam mensagens e se comunicam pela internet, que sou capaz de desmaiar na hora. Isso para não falar de pessoas que passam horas no computador falando com quem não conhece, mentindo e ouvindo mentiras, e perdendo a coisa mais preciosa que existe na vida que é o tempo. Convenhamos: andam exagerando, e minha pergunta é aquela que minha avó fazia: onde é que vamos parar?
Mas cada dia surge uma novidade: outro dia um amigo que entende dessas maravilhas- e quem não entende,fora eu?- me contou que existe uma coisa nova(que não sei o nome, naturalmente) que se acopla no computador e você fala- não escreve, fala mesmo- com um amigo que está em São Paulo, Nova york ou Pequim, e vendo, na tela, o rosto do outro. E mais: de graça. Com essa novidade de ouvir a voz da pessoa vendo a cara dela, onde é que fica a saudade? É claro que nada vai substituir um abraço apertado, ficar de maõs dadas, um cheiro no cangote(por enquanto), mas que saudades do tempo em que se tinha saudades de verdade, em que se escreviam cartas, que pela letra no envelope se sabia se era ou não dele, ah, como era bom. E um telegrama dizendo que ele ia chegar?
Existem coisas que quase não se faz mais: ir ao aeroporto levar ou buscar uma pessoa, por exemplo, por mais amada que ela seja. É o trânsito, o perigo dos assaltos, o estacionamento, a falta de tempo, os aviões que atrasam e-vamos admitir- o comodismo.Mas como se pode amar de verdade esperando em casa, no meio de todos os confortos, que a pessoa amada simplesmente chegue e aperte a campainha, essa coisa tão simples? Os entregadores de supermercado, da farmácia, do correio, tocam a campainha da mesma maneira, o som é o mesmo, e quando você está esperando pelo homem amado pode ser que chegue uma notificação da Receita Ferderal dizendo que você caiu na malha fina. E a emoção? E o coração disparado? Mas no tempo em que se ia ao aeroporto e ele aparecia cansado , procurando por você e você por ele e os olhos se ncontravam, existia coisa melhor?
E quando o telefone tocava e você atendia esfogueada, sem saber se era ele ou não, e quando era, saber que a felicidade ainda existe? E as surpresas que você tinha de receber um telefonema de pessoas que andavam esquecidas e que apareceram de repente, do nada, depois de uma longa ausência, isso quando ainda não existia o tal do bina?
A tecnologia- e é uma nova a cada dia- está acabando com o inesperado, com o imprevisto, e o que são os sentimentos, bons ou ruins, frustrantes ou maravilhosos, se uma maquininha já anuncia o que vem por aí? E o que vai ser da saudade e o que vai ser do amor?
(DANUZA LEÃO, Folha de São Paulo, domingo, 05 de março de 2006)
E-mail - danuza.leao@uol.com.br

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Um bom dia para ser feliz!



Hoje acordei com um belo sorriso no rosto.
Ao levantar-me, a luz, que de mansinho invadia meu quarto,me fez acreditar que o dia de hoje poderia ser diferente.
Ao me espreguiçar, tirei de mim toda tristeza que ainda existia...
Ao me olhar no espelho, vi, diante de mim, a imagem de uma pessoa poderosa, que pode e vai alcançar tudo aquilo que deseja.Basta confiar!
Percebi também que tudo estava renovado...as forças, aspirações, anseios, esperanças...
Tudo parecia ser novo...
Os sonhos? Ah! os sonhos...
Ao lado deles estava também algo muito importante: a possibilidade de realização!
Mas, eu me perguntava: - O que há de tão diferente? O que há de novo em minha vida?
Eu não sabia...absolutamente...
Porém, a resposta veio.
Depois de muito pensar,encontrei a resposta.
O "novo" que surgiu hoje é algo que deve ser cultivado diariamente.
Descobri que o que tornou o dia de hoje diferente foi o simples desejo de VIVER!
Desejo de ser feliz...desejo de fazer outros felizes...
Foi aí que descobri que essa é a verdadeira essência da nossa existência!
Quando não temos vontade de viver,simplesmente esistimos...
Mas quando realmente desejamos viver, além de existirmos, também VIVEMOS!
Realmente, hoje é um bom dia para ser feliz!
Belle Époque para você!
Faça de cada dia o melhor dia de sua vida!
Um bom dia para você!

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Sou poeta


No mistério dos porquês,
Aprendi que muitas vezes
A resposta se esconde na própria pergunta.
Sempre gostei dos desafios.

Desafiava conceitos,
Brincava com as palavras.
E quando não tinha respostas,
Eu as inventava.

Foi aí que descobri que sou poeta...
Descobri que os poetas não inventam palavras,
Eles apenas as colocam nos seus devidos lugares.
Descobri que os poetas têm resposta pra tudo
E até da tristeza eles conseguem colher alegrias.

Sou poeta, sou feliz
Não sou melancólico, sou romântico
Eu existo, eu vivo....
E escrevo...

Gosto de brincar com as palavras
Envolvê-las em meus braços
E fazer com elas o que bem quiser
Porque sou poeta...
E os poetas sempre têm razão!


Lays Millena

Primeira postagem!


Belle Époque( bela época,em francês),foi um período que começou no final do século XIX (1871) e durou até a eclosão da Primeira Guerra Mundial,em 1914. Foi uma época marcada por profundas transformações culturais que se traduziram em novos modos de pensar e viver o cotidiano.
A idéia de dar esse nome ao blog não veio por acaso!
Nunca é tarde para inovar e inovar-se...Em 24 horas, nós desempenhamos as mais diversas atividades.Porém, muitas vezes esquecemos que a felicidade não está tão distante...Às vezes, ela;sim,a FELICIDADE está ao nosso lado, ou quem sabe à nossa frente, em uma página de um blog....a FELICIDADE está aí, diante de você...Mas ela só pode ser vista por olhos aguçados, olhos que sabem reconhecer que este momento pode ser um Belle Époque na sua vida!
Belle Époque para você!
Uma nova era começou!
E juntos navegaremos no mar das palavras, em uma viagem que nunca terá fim!
Bem vindo(a)!!